PF prende 12 em operação contra ‘relevante célula’ do PCC em SP

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© VEJA.com Sede da Polícia Federal, na Lapa, Zona Oeste de São Paulo

A Polícia Federal prendeu doze pessoas na manhã desta terça-feira, suspeitas de integrar uma “relevante célula” da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), na cidade de São Paulo. Batizada de Operação Frater, a movimentação policial incluiu também dezenove mandados de busca e apreensão contra o grupo que, segundo a PF, “recebia a cocaína, distribuía aos locais de venda que controlava e revendia no varejo.”

“A ação é um importante golpe na estrutura do PCC, desarticulando uma relevante célula da facção responsável pelo tráfico interestadual de drogas e armas”, afirmaram, em nota, os investigadores. Os 31 mandados judiciais foram cumpridos nas cidades paulistas de São Paulo, Mogi das Cruzes, Santo André, Jarinu e Praia Grande.

Os investigados desta quarta-feira responderão pelos crimes de tráfico de drogas, associação ao tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo. A prisão temporária tem prazo inicial de cinco dias, prorrogáveis por mais cinco dias se autorizada pela Justiça, que também pode convertê-la em prisão preventiva.

Durante os treze meses de apuração, que desembocou na ação desta terça-feira, a Polícia Federal apreendeu com o grupo 890 quilos de cocaína, onze fuzis, duas pistolas, três bloqueadores de telefone celular e uma grande quantidade de munição.

Gegê do Mangue
Grupo que nasceu em São Paulo, o PCC hoje atua com braços em diversos estados brasileiros e rivaliza a nível nacional com a facção carioca Comando Vermelho (CV). Na última semana, Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, maior líder do solto do grupo, foi assassinado de forma brutal na reserva indígena de Aquiraz, a 30 quilômetros de Fortaleza.

A disputa entre facções tem trazido insegurança a diversos estados brasileiros. Reportagem de VEJA do começo do mês mostrou como os confrontos transformaram o Ceará em um palco de guerra, com episódios como a chacina que matou catorze pessoas na periferia de Fortaleza, atribuída ao GDE, grupo aliado ao PCC. Dias depois, dez detentos do grupo paulista foram mortos pelo CV em uma cadeia pública no estado.

VIAGuilherme Venaglia
FONTEVeja.com
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